sábado, 29 de dezembro de 2012

Pôxas...

... que tá difícil...

domingo, 27 de março de 2011

Trinta e Cinco

27 de Março
Ou por outra
Excelente data para celebrar comemorar festejar o cumprimento da minha mais recente ameaça

Entre mudanças e dois Manelinhos pré-púberes e a explosão de amizades de carne e osso e um horário esquizofrénico onde se equilibram duas escolas serão parcas as minhas palavras e breve a minha sintaxe
No entretantos um brinde aos convivas do RG que tão estóica e pacientemente aguardaram pelo meu regresso ao reino dos tropos
... a casa...

Cheguei!




(«Chegada da Rainha de Sabá», in Salomão. G.F. Händel. 1748)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ameaça

Com pó para limpar, teias de aranha a eliminar e panos por sacudir...
... está decidido o meu regresso ao Reino dos Tropos!

(moi-même, moi-môme e sempre diferente)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Insónias

...

(ainda às voltas com as letras do alfabeto)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Hum Tum - Bollywood

Mocinha retorcida!...


Hum Tum

Em português Eu e Tu, Hum Tum é o título de um filme indiano de 2004 que originou uma versão animada. As personagens falam em hindi mas são absolutamente ocidentais. E esteriotipadas. Não bate a bota com a perdigota. Bah!


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Verão 2010

Disse-me ele aqui:

Umas Guinness, o relento da noite, uma skazada, e uma noite de sono, comigo costuma funcionar.

Portanto, muni-me de uma grade e rumei à noite na praia mais deserta que consegui encontrar por estas bandas. Não dormi. Muitas as borboletas que contei no meu pensar. As Guinness foram sorrateirando o seu efeito e, antes do orgasmo do dia seguinte, saudei a chegada deste Verão.

(... desequilibro-me no prumo da sanidade convencionada)



sábado, 19 de junho de 2010

Infidelidade?

Deixo Saramago para outro dia qualquer que qualquer outro dia é sempre muito bom para Saramago. Impõe-se agora, contudo, assunto diverso que ocupa a ordem dos dias da Deniblog. O tema é infidelidade e eu ando tremendamente baralhada, confusa, entupida. Em crise.
Conceituo a palavra como a quebra de um pacto, de um compromisso, à revelia da pessoa com quem se estabeleceu esse compromisso. No caso, de fidelidade.
À infidelidade praticada no seio de um relacionamento amoroso, íntimo, dá-se o nome de adultério. É esse tipo de infidelidade que me urge hoje clarificar.

Ensinou-me um amigo meu a distinção entre fidelidade e lealdade, assumindo-se um adepto convicto do segundo conceito. É esse o seu compromisso com quem se relaciona. Estar com quem quer estar e assegurar à pessoa com quem está que é precisamente com essa pessoa que nesse momento deseja estar. Não estar com quem no momento não deseja estar. Uma questão de honestidade, portanto, em contraponto com as pessoas que, estando com quem estão, têm na cabeça as pessoas com quem não estão e gostariam de estar. Fidelidade desleal. Conformismo. Um frete. ... Havendo, com certeza, e sempre, a possibilidade de se harmonizar fidelidade e lealdade. O ideal. Que existe. E que a grande maioria de nós almeja.

Tem-me ensinado a vida que há mais tonalidades que o preto e que o branco. No assunto que aqui abordo (como em muitos outros, reconheço), tenho vindo a descobrir uma série de variantes que me têm dado algum trabalho. É que pensar cansa. E às vezes não se aporta a conclusão nenhuma. Exercícios eventualmente estéreis. Admito. Mas se se coloca a hipótese de se arrolarem questões morais, talvez o esforço seja meritório. Para que se perceba em que medida uma acção de X e Y interfere com Z e, se se aceitarem derivas cármicas, com os próprios X e Y. Se o limite da liberdade de cada um se baliza no limite da liberdade de cada outro, como distinguir limite de vontade e vontade de legitimidade? Ou por outra, se há histórias onde a fidelidade e a infidelidade se escancaram, outras há cujas especificidades onde estas noções de movimentam são pantanosas.

Amáveis, os leitores do RG, dirão certamente quais das alíneas que passo a apresentar ilustram comportamentos de infidelidade e, porque também me interessa, de imoralidade (em directa ou indirecta articulação com o tema em debate).

1. Embora sem paixão nem amor, A assume relação monogâmica com B. Monogâmica e morna. A conhece C. A envolve-se com C . A oculta a B a experiência que viveu com C. A mantém a relação com B. C sente-se a maior bovina de toda a história da humanidade.

2. A assume relação aberta com B. A conhece C. A envolve-se com C. B sabe que A se envolve com terceiros sem necessariamente saber se é com C, se com D, se com H. A mantém a relação com B. C não sabe se está a ter comportamentos bovinos.

3. A envolve-se com B, sem assumir qualquer tipo de relação. O acto sexual pode ser episódico, circunstancial, ocasional, pode ser sempre o último. A conhece C. A envolve-se com C sem nunca colocar de lado a possibilidade de continuar a se envolver com B. C não sabe se está a ter comportamentos bovinos.

4. A assume relação com B sem a cláusula da monogamia por se saber incapaz de a cumprir. B dedica-se monogamicamente a A. B sabe, lamentando, que A não lhe retribui a exclusividade. A, até então amicíssimo de C, aproxima-se de C. A envolve-se com C sem assumir qualquer tipo de relação a não ser a da amizade. A mantém a relação com B e com B delineia um projecto de vida na esperança de um dia conseguir estabelecer um compromisso de fidelidade com B. C não sabe se está a ser a maior bovina de toda a história da humanidade.