sexta-feira, 14 de março de 2008

Avaliação

Termina com uma citação:
Está certo. Mas não se felicita um professor por ensinar que dois e dois são quatro. Felicitar-se-á talvez por ter escolhido essa bela profissão. Digamos, pois, que era louvável que Tarrou e outros tivessem escolhido demonstrar que dois e dois faziam quatro, e não o contrário, mas digamos também que esta boa vontade lhes era comum com a do professor, com a de todos aqueles que têm a mesma coragem que o professor e que, para honra do homem, são mais numerosos do que se julga, ou tal é, pelo menos, a convicção do narrador. Aliás, esta compreende muito bem a objecção que podem fazer-lhe, ou seja, que estes homens arriscavam a vida. Mas chega sempre uma hora na história em que aquele homem que ousa dizer que dois e dois são quatro é punido com a morte. O professor sabe-o bem. E a questão não é saber qual é a recompensa ou o castigo que espera este raciocínio. A questão é saber se dois e dois são ou não são quatro. Quanto àqueles dos nossos concidadãos que então arriscavam a vida, tinham de decidir se estavam ou não na peste e se era ou não necessário lutar contra ela. (Camus. A peste.)


Fiquei comovida com o mais recente e excelente texto do TUlinho. Quero partilhá-lo convosco. É só clicar no link.

Avalição de Professores: opinião sincera (e às vezes irónica) de um quase professor que pensa ser melhor fugir

A ler, também, o texto que chegou à Tia Adoptada. Com destaque para a troca de comentários.

ainda a avaliação

E, já agora, o artigo do Paulo no PNEThomem:

Por que se manifestam os professores?

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