quarta-feira, 2 de julho de 2008

Um baobá para o TUlinho

(... um dia destes sou que reclamo mimos!
Isto diz-me ele no messenger, já depois da meia-noite, entre risos, cumplicidades e tontarias muito só nossas)

É óbvio que quando mimamos não esperamos pela retribuição. Nem, muito menos, exigimo-la. Como em tudo o que é verdadeiro, autêntico. Simpatia. Amizade. Paixão. Amor. Por aí adiante. Acontece que, quando há sintonia no gesto, no olhar ou, simplesmente, no respirar, algo se vai cultivando, sedimentando, e a vontade de mimar quem nos mima é pura e simplesmente incontornável.

O TUlinho oferece-me flores. Aqui e ali. Não daquelas envoltas em papel transparente, com um laço vistoso, e que enchem os cofres desta ou daquela florista. Nada disso. O TUlinho é menino, mas vai longe. As flores que me oferece são das que gosto: as colhidas pela espontaneidade convidativa do momento. Melhor: as que se insinuam por palavras, vírgulas e disposição no espaço da linguagem. Essas não se arrancam do solo. Não murcham. Não definham. São perenes. Gosto de flores. Gosto de gestos. Gosto de palavras. O TUlinho ou o intui ou já o sabe. Leu, viu, sentiu que eu não estava bem. Os amigos mimam-se nestas ocasiões. Presentificam-se. O TUlinho é meu amigo. E ofereceu-me, assim, em tríade maior, Violetas e outras flores para a Denise.

Para ti, T., uma árvore, também toda ela erecta por palavras:

Um pé de rosa amputado dura quanto durava no chão a saliva de minha avó. Melhor plantar uma árvore. A sua saúde pode simbolizar a vitalidade do amor. Um grande amor, um baobá.
Suleiman Cassamo, Amor de Baobá

Baobá

5 comentários:

tulisses disse...

muito obrigado pelas palavras, as tuas e as africanas que escolheste. e pela árvore, que é também um embondeiro, certo? não fazes a coisa por menos - uma das árvores mais importantes em algumas comunidades que vou estudando... e uma das manifestações de amizade mais espectaculares que tenho recebido ultimamente. quanto às minhas flores, elas virão mais, quando precisares delas.

beijinhos e até breve

Denise disse...

Eu nuuuunnnnca faço as coisas por menos! :)))
Eu sei da importância simbólica do baobá / embondeiro em algumas culturas africanas e orientais. Assim, como sei que o sabes. Por isso mesmo me abstive de dilucidar o conceito de "amor" que emprego no post. A gente entende-se, não é?

tulisses disse...

ora ainda bem. por tudo. não é preciso dilucidar, a gente entende-se, sim. bjs

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Denise amiga

A menina esqueceu o post da literatura para a infância? Isto não dá "dinheiro" mas dá gozo editar e seduzir: criar laços. :)

Denise disse...

Sim, Francisco, há felizmente muitas coisas superiores ao vil metal ;-)