quinta-feira, 30 de julho de 2009

Pontos de ordem

Não Miguelito, este texto não é sobre si, nem sobre a Analfabeta. Poderia ser sobre todos nós, mas o que aqui pretendo é esclarecer algumas ideias. Não me demorar com pessoas.
Condimentado com um sarcasmo que visava o perigo da ignorância e da incapacidade crítica, as minhas linhas repescaram algo de repulsivamante putrefacto e de um fedor tal que nem eu, exímia nas palavras, consigo descrever.
Entre o cocó diarreico, o pus de um amarelo quase laranja, o rasto de pensos higiénicos enegrecidos, o azedo espalhado por golfadas esverdeadas e outros fluidos nauseabundos de natureza excrementícia, encontro alguma tralha passível de reciclagem.
Aos interessados, apenas uma recomendação: sentem-se confortavelmente. É que isto vai demorar um bocadinho...


Ponto um – Da suposta ofensa pessoal e da importância de saber ler
A atenção com que releio as linhas que subscrevo neste tasco e o rasto que vou deixando na blogosfera confirma-me que as palavras eventualmente mais contundentes, como “nojo”, “indecente”, “preconceituoso” ou “preconceitualidadismo” (neologismo meu e não erro, Miguelito) recaem sobre um texto e não uma pessoa.
“Ignorância”, “atrevimento” e “pseudointelectualidade”, assim como a expressão “rebanho mal parido” metaforiza o grupo de pessoas que se deixa conduzir cegamente por um qualquer pastor... ou líder. É um grupo onde cabemos todos e, num ou noutro caso, a carapuça servirá a qualquer um de nós. Ponham-me a falar de carros, de futebol, de electricidade, de Empédocles…. A etiqueta assentar-me-á que nem uma luva. No caso em análise não consigo deixar de associar o pensamento homofóbico e qualquer tipo de preconceito (pois que o preconceito ultrapassa a mera opinião) à ignorância do ser pensante.
“Falta de lubrificação” não é ofensivo e “estupidez”, no contexto, sinonimiza iliteracia, ou seja, isso mesmo, analfabetismo: a incapacidade de ler e escrever.
Há ainda uma passagem que se socorre do discurso indirecto livre. É uma estratégia que me permite desconstruir, pelo efeito de ridículo, o argumento alheio em viva voz.
É aí que entra o calão que enfeita o meu registo, sendo que o seu uso cria efeitos muito diferentes consoante o contexto em que se move, seja ele irónico, orgásmico ou puramente ordinário e ofensivo.
Talvez tenha uma escrita caprina. Reconheço. Mas sei para onde vou e da qualidade dos meus benévelos leitores que me têm acompanhado incansavelmente.
Conseguir explicar a quem não quer ver que a minha crítica recaiu sobre texto e ideias e não sobre pessoas é uma tarefa demasiado hercúlea para esta pobre massa cinzenta que reconhece os seus limites e as suas limitações....

Ponto dois – Da homofobia, dos preconceitos e das falsas liberdades
Ora, a verdade é que o que motivou a escrever sobre o assunto resulta da minha mais profunda intolerância a qualquer tipo discriminação. Os textos que vou publicando no RG não me deixam mentir.
Poderia optar por redigir um texto mais geral sem concretizações, mesmo que elas ilustrem o mundo real, como constatou a Tia na caixa da confusão. Ainda verde nalgumas cousas da vida (empírica e virtual), sofro de ímpetos e de, como sugeriu o Marco, muito pouca sensatez. O tempo e a idade encarregar-se-ão de me moderar as cabriolices. Mas houve um pretexto. E, em conformidade com a minha consciência de agora, não houve como o não mencionar como caso exemplificativo. Com o link aportou também uma grosseria a que não estou habituada. Consequências contornáveis mas que aceito porque o direito ao contraditório só veio consolidar os meus argumentos, porque cartuxos sem pólvora só atingem quem se deixa atingir, porque vozes de burro não chegam ao céu. Assim justifico a não moderação dos comentários.
Qualquer pessoa tem direito à sua opinião. Falíveis, como somos, temos, também, as nossas pedrinhas. Aponto o dedo a mim mesma: piercings, tatuagens, minissaias com botas de cano alto, depilação púbica, mesquinhices dessa ordem… faço um esforço em identificar as causas das minhas recusas e atinjo os resíduos de modas e manadas. Estarei a ser injusta, eu sei. Até porque também eu, noutras coisas, me encarneiro sem pestanejar. E fico-me por aí.
Quando a opinião permite a cultura do micróbio do preconceito, a conversa é outra. O preconceito não é defensável com o argumento da liberdade de opinião e expressão, porque o preconceito viola a liberdade de se ser e os mais consagrados direitos do ser humano. O preconceito não é opinião; é uma forma de agressão altamente condenável à qual não se pode condescender qualquer margem de liberdade.
A opinião é uma baba insignificante, tolerável, inócua. Ou não. Há babas que incomodam porque, quando se juntam, se ameaçam rios de leito turbulento. Accionam a urgência da denúncia. Ignorar faz-me sentir cúmplice, pelo silêncio, do que se pode infiltrar, sorrateiro, na camada conduzível da nossa sociedade. E, porque há palavras que são sementes, eu lanço-as ao vento. Podem não germinar. Mas resta a possibilidade, por mais ínfima que seja, de um dia florirem.

Ponto três - Da educação. Do saber pensar. Da responsabilidade de cada um de nós.
Advoga-se a liberdade de expressão sempre que se procura justificar uma qualquer opinião criticada ou criticável.
Do que poucos se consciencializam, porém, é que a liberdade é irmã do conhecimento. Se ao conhecimento total das coisas nos é (ainda) impossível chegar, a verdadeira liberdade é um conceito apenas tangível pelo pensamento.
Uma das mais estimadas armas do despotismo travestido de democracia reside, precisamente, na formatação de mentalidades e (re)programação de condutas.
Estratégia subtil, pois que aos indivíduos é forjado um conjunto de situações que lhes assegura uma auto-confiança inabalável. Atiram-lhes, depois, dados, estatísticas, estudos científicos, nomes sonantes que sustentam uma tese que, por tudo isso, só pode ser inabalável. Arado está o campo para associações perigosas como a que se faz entre a homossexualidade e a pedofilia.
Afinal James Watson é um dótor e até recebe um Nobel, imagine-se! Sim, o mesmo que considerou que, ao se provar a localização da homossexualidade nos genes, as grávidas deveriam ter o direito a abortar, assegura que os negros são menos inteligentes que os brancos. Tudo em nome da ciência pura.
A função do educador é determinante para o combate à massificação da sociedade. Comparável ao moscardo socrático, não se compadece com a justificações da babuja nem encerra um debate porque as opiniões são diferentes e tal e coiso e plim. O educador procura despertar consciências e, por isso e para isso, alerta, pica, incomoda, obriga a uma restrospectiva e a uma introspectiva. Faz compreender que é perigoso aceitar tudo o que nos é ofertado de bandeja com a validação da asae. Mostra a possibilidade da manipulação de opiniões, da fomentação de preconceitos. A História e a Ciência são dois exemplos inegáveis. Aponta para a ignorância que ignoramos e que nos vitimiza silenciosamente.
Relacionar os comentários racistas, homofóbicos, etaístas, sexistas, de intolerância religiosa e por aí adiante com estados de perfeita ignorância, poderá ter sido o abanão inicial de que muito(a)s aluno(a)s e formando(a)s, adolescentes, jovens e adulto(a)s precisaram durante esta minha primeira década de experiência em vários graus de ensino, do básico e superior. Acusá-los de descuido, desleixo e crime perante os maus-tratos à língua portuguesa também. Um educador não se cala. Confronta. Estimula. Espicaça o sentido crítico. Vai para além do programazinho com que os governantes procuram moldar as cabeças.
É que não é só a eles que devemos endereçar as cartas de protesto e reclamação. É a cada um de nós, que vota, que referenda, que decide a vida do vizinho do lado de acordo com as suas convicções mais ou menos iluminadas pelo conhecimento das cousas. O mundo é feito por cada um de nós, que recicla, que fecha a torneira quando se ensaboa, que resiste à tentação de um Magalhães desorientado, que pugna pelo direito à adopção, ao casamento e à dádiva do sangue sem os habituais impedimentos da flatulência mal contida.
De cada um de nós depende a felicidade alheia. A nossa também.

Ponto quatro - Aos meus leitores
Uma palavra de apreço pela firmeza, umas vezes silenciosa, outras exagerada, dos amigos e das amigas que comigo partilham a voz e as ideias que aqui têm lugar.
Cegos os que não querem ver, os que confundem discurso indirecto livre com o dircurso directo, os que confundem anti-homofobia ou homofilia como homossexualidade, e homossexualidade com paneleirice, e ideias com pessoas e que fogem ganindo com o rabo cortado entre as pernas quando confrontados extra-tela, de tal forma que forjam vídeos muito parolos e repetitivos ad nauseam, e trocam barlavento com sotavento para fugirem a um café cara-a-cara, e nem em Almancil ousam dançar o corridinho e ameaçam privar os esfomeados de milho, e ploc... já fede.
Tenho orgulho dos leitores do RG e a eles lanço o convite ao silêncio perante os impropérios que já nem têm por onde se lhes pegue. Argumentos. Ideias. Pessoinhas não.


Ponto cinco - Tiro ao alvo. Nhé nhé
Caso o fel precise de ser exorcizado, mártir me oferendo do cimo deste castelo andante.
Sendo eu a autora deste blogue, rainha, imperatriz e ditadora, o meu umbiguismo reclama que seria de bom tom que as ofensas migelalfabéticas se dirigissem à minha personagem e alimentassem o meu lado masoquista ainda por explorar.
Motivos que gente mentecapta possa considerar:
1. Sou fêa; mais fêa que uma manta de retalhos: dentes postiços por falta de cálcio, um olho à Camões e um buço de estimação de que me orgulho particularmente;
2. Ando sem provimento sexual há mais tempo que as boas maneiras me permitem aqui confessar;
3. A tez morena trai-me as origens de um país onde se fala de Kama e de Sutra;
4. Sou professora (aproveitem que está na moda achincalhar os professores deste país);
5. O último ponto deixo sempre em aberto para que o preencham com o que vos aprouver inventar.

A ilha dos tropos é uma casa de portas abertas.
Quando a coisa começa a cheirar mal, a gente afasta-se e deixa a estrumeira para as varejeiras.


(... é que já me aborrece isto de ter a burra nas couves)

Ai que senisga!!!!!!!!!!!

O trabalho tem-me tomado o tempo, mas impõe-se uma reflexão em voz alta sobre o que o post anterior originou, em articulação com as reacções que se foram espalhando pela blogosfera, a começar por este texto aqui.
Ora, ............. a , ..........................de modo que ..................
Assim, .............. nem sempre .....................
Seria......................? N..........!









(Só me restam os caracteres especiais, os da terra do rei que não foi nu e apenas decifráveis por olhos inteligentes. Vou à vila comprar um alforge dos vulgares, ordinarotes, para que a Analfabeta e o seu vassalo não sejam excluídos das minhas filosofias. Assim ditam as regras da democracia. Até já.)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Que fofura!

Este texto é absolutamente um nojo: indecente, preconceituoso e fruto de uma ignorância tão atrevida quanto a pseudointelectualidade de quem o escreve.
Estou chocada!

Foi assim que comentei este post a que aportei via Maldonado, a este post eivado do mais puro e inacreditável preconceitualidadismo de rebanho mal parido que se horroriza perante a possibilidade de, efectivamente, os porcos dos homossexuais se atreverem a doar aquele sangue nojentamente contaminado onde já se viu puta que os pariu ainda bem que aquela magnífica comité que nós democraticamente elegemos para nos representar e comandar a vida e nos manusear como bem entender se lembrou em boa hora de salvaguardar a nossa saudinha escolhendo criteriosamente os virginais e puros cus, perdão, vasos sanguíneos heterossexuais baseando-se em estatísiticas impolutamente imparciais, nada nadica tendenciosas, irrepreensivelmente infalíveis e apoiando-se em estudos mui bem elaborados pelos mais brilhantes crânios da academia dos diplomas. Bravo. Cegarei os meus dois olhos e talvez ainda o outro pois que andamos eximiamente bem pastoreados.
Eu poderia fazer contas à vida com a ameaça que tenebrosamente ficou entalada na caixa de comentários, não ousar nunca mais repetir tal graçinha, mudar de identidade e emigrar para um outro blogue qualquer.
Eu poderia arreganhar os dentes perante tanta fealdade pois que quem assim escreve com vírgulas e cedilhas mal enfiadas - seja por falta de lubrificação, seja por pura estupidez - não pode ser gira gira.
Eu poderia rir desbragadamente da confusão que alguém faz entre texto e pessoa e tentar um ensaio a explicar que a função de um agente da educação, professor, educador, consiste em, também, esgrimir contra tudo o que viola os (mais elementares) direitos humanos e a Constituição da República Portuguesa (no caso, o artigo 13º que diz assim: 1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei; 2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual).

Mas não.
À Analfabeta apenas digo isto:









N.B. Estes são uns caracteres especiais: recolhidos dos tecelões do rei que não foi nu, são legíveis apenas por gente inteligente.
Lamento, Analfabeta...

domingo, 19 de julho de 2009

Espiritismo n' A Voz do Cidadão

Foram 15 minutos a que podemos aceder online.
A RTP deu-nos voz para um breve esclarecimento sobre o que o Espiritismo é.
À excepção do António Teixeira, conheço os restantes espíritas entrevistados. Entre eles os nossos Mário e Toni de quem eu já falara por aqui.
Quase perfeito. Deslizes imperdoáveis de Moisés Espírito Santo, o sociólogo das religiões que, como o RockyBalbino observou no post anterior, "borrou a pintura".

Sobre o programa, convido-vos a ler estes dois posts do André:

E outros dois meus, um doce outro mais acre:

A RTP deu-nos voz e nós agradecemos.

sábado, 18 de julho de 2009

Hoje, na RTP1

Quando há umas semanas, n' A Praça da Alegria, se apresentou um "bruxo" convidado como espírita e se misturou, uma vez mais, Espiritismo com bruxaria, os espíritas portugueses protestaram, em peso, junto do Provedor do Telespectador da RTP.
Como diz o André, e muito bem,
A Televisão é um meio de comunicação poderoso, e a RTP é a estação estatal, pelo que apresentar tal negociante como praticante de "espiritismo" contribui para a desinformação dos muitos espectadores, e gera equívocos que nos parecem graves.
Nos arquivos do nosso blogue, e sob a etiqueta "Jornalistas", abundam os casos em que o Espiritismo é associado a práticas que nos são inteiramente estranhas. Já nos acusaram de usar turbante e bola de cristal, de fazer previsões, de realizar rituais macabros e de comercializarmos a Espiritualidade. Não deixamos nunca de pedir que nos seja dada voz para podermos repor a verdade dos factos. Raramente temos essa oportunidade.
Desta vez, o Provedor do Espectador da RTP entendeu dar provimento às reclamações de muitos espíritas que mais uma vez se sentiram incomodados com estas associações espúrias. (...)
Escusado será dizer que nos apraz sempre louvar o trabalho dos jornalistas. Esta é uma dessas ocasiões. Podemos ser poucos, mas somos cidadãos. Deram-nos voz, não para propagandearmos as nossas ideias, mas para esclarecermos equívocos.

A carta do Mário atraíu de forma particular a atenção do Sr. Provedor que o quis ouvir.
Foram, também, recolhidos depoimentos de espíritas de Braga, Barcelos e de Caldas da Rainha.
O resultado, hoje, pelas 19h35, no programa A Voz do Cidadão da RTP1 e com repetição amanhã, Domingo, às 14h30m, na RTP2.
E, também:
RTP i América - 2009-07-18 - 19:45h
RTP1 - 2009-07-18 19:45h
RTP Açores - 2009-07-18 20:45h
RTP i - 2009-07-18 21:00h
RTP i Ásia - 2009-07-18 21:00h
RTP África - 2009-07-18 21:00h
RTP Madeira - 2009-07-18 21:45h
RTPN - 2009-07-19 20:00h
RTP Memória - 2009-07-19 21:00h

Sem intuitos proselitistas, convido os leitores do RG a saber um pouquinho mais do que o Espiritismo é.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Da greve nos Politécnicos: eu estou com eles

Tendo sido avançado o terceito pré-aviso, a greve manter-se-á até, pelo menos, dia 27 de Julho.
Agendadas, também, concentrações e manifestações.
Depois de Agosto, é muito provável que a luta continue, implicando estudantes e pecúnia: o emagrecimento do mês dos professores em luta engorda proporcionalmente os cofres do Estado. No entanto, o Regulamento de Organização Financeira do SNESup contempla um fundo de greve a partir do 3º dia de perda de remuneração.
Durante a primeira semana foram cerca de oitenta mil exames que ficaram por fazer.
O que há a considerar é que a implicação desta greve na avaliação dos alunos resulta do facto de a aprovação dos estatutos ocorrer nesta altura do calendário escolar. Findas as aulas, restou o período dos exames.
Acresça-se que o atraso na avaliação dos alunos, com todas as consequências que isso implica na sua vida pessoal e profissional, é isso mesmo: um atraso. A resolução tem vindo a ser adiada, mas existe: os alunos têm a garantia da realização dos exames, não ficando escolarmente lesados. Ainda que instaure um sério desconforto e alguma dezorganização de calendário, impeça o regresso a casa, exija um esforço financeiro acrescido, o prejuízo é um prejuízo superável e relativamente menor ao prejuízo a longo prazo a que os docentes se têm sujeitado, como seres descartáveis, apesar de décadas de dedicação e trabalho de valor reconhecido e que neste momento vêem os seus empregos a leilão.
Uma greve causa sempre danos. E, infelizmente, só então é que os nossos dirigentes nos ouvem verdadeiramente.
Se não fosse a greve, ou melhor, a adesão a esta greve, nem o MCTES, apesar não ter ter obtido um acordo válido, nem o governo, nem o PR, nem o país acreditariam que algo de muito errado existe nos estatutos.
O acordo existente reúne Gago com uma série de sindicatos sem representação significativa do ensino superior. A Fenprof não assinou o acordo, se bem que tenha havido uma acta e uma declaração. Mas mesmo assim, o acordo é um simulacro.
Descontentes, os alunos compreendem os professores e a eles se têm juntado num rasgo de solidariedade.


Mais e melhor sobre o assunto:


RTP1:




A posição dos alunos também na SIC.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Da greve nos Politécnicos (V)



Deolinda. Movimento Perpétuo Associativo)

Da greve nos Politécnicos (IV)


ISEC (Coimbra), a 13 de Julho de 2009



Da greve nos Politécnicos (III)

Imperdível.
Três de dez FAQs. Respostas by Viriato Marques.
Tudo, tudinho, aqui.

6. Será correcto prejudicar os alunos?
As greves prejudicam sempre alguém. Daí a sua força bruta. Mas mais complicada é a greve de serviços de saúde, por exemplo: "no entanto ela move-se", diria Galileu.
A gerve do ESP visa também a qualidade do corpo docente no futuro, facto que tem estado presente em raticamente todos os documentos produzidos. Por isso, indirectamente, os alunos serão posteriormente recompensados.
Frederico Saraiva, da Associação de Estudantes do ISEL, manifestou solidariedade para com os docentes à RTP1:


9. Farei eu greve?
Sim, se houver pré-aviso de greve válido a 21 de Julho (ver FAQs 4 e 5)

10. Porquê?
Porque sei como é estar contratado a prazo, em especial no nosso meio;
Porque defendo e sempre defendi que os doecentes equiparados devem ter os mesmos direitos e deveres que os do quadro, quando a responsabilidade da situação precária não é sua;
Porque não existe situação análoga em qualquer outro sector de actividade pública ou privada;
Porque o mérito do ESP está a ser completamente ignorado;
Porque não se brinca com a vida das pessoas.

Da greve nos Politécnicos (II)

Apesar da importância atribuída à investigação científica, da anuência a uma reformulação do regime de concursos e a consideração de outras propostas colocadas em mesa, o SNESup não assinou qualquer acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O descontentamento não se esgota nas disposições transitórias do subsistema politécnico, onde mais de 70% dos docentes têm um vínculo a prazo. Em causa, também, as do subsistema universitário e o que há de comum a melhorar.Os argumentos, eximiamente expostos aqui e aqui e resumidos na conferência de imprensa, tiveram eco imediato na RTP, na SIC, na TVI, em diversas rádios (TSF, Rádio Renascença, ...), em jornais como o JN, o DN, o Expresso, o Público, o Correio da Manhã, o Sol, a Bola (!), em jornais regionais, em jornais digitais...
Perante a versão final do projecto do ECPDESP (o estatuto do politécnico), o SNESup cogitou em duas formas de actuação: 1 - a greves à avaliação, 2 - Recepções a Mariano Gago à semelhança do que foi feito na Universidade do Algarve, onde o ministro foi recebido por docentes que, ladeando o caminho de passagem, envergavam t-shirts simbolicamente pretas.
A greve teve início a 7 de Julho.
A adesão do corpo docente nacional é sem precedentes.
O incómodo criado junto da população estudantil que, compreendedo a luta dos profs., vê, contudo, a sua situação muito mal parada, originou a criação da página A Greve não é nossa!!! da responsabilidade dos «Alunos descontentes».

Entretanto, foi emitida, na passada Terça-feira, um novo pré-aviso de mais uma semana de greve..

E, a esta hora, o nosso PR já terá lido e relido a carta que lhe foi endereçada...
Para quando uma decisão?


(A recepção a M. Gago na UALg. Foto repescada daqui)

Da greve nos Politécnicos (I)

Em causa, a revisão das carreiras do ensino superior e a intransigência de Mariano Gago que, de bigode retorcido, bate o pé e não abdica dos concursos de acesso à carreira.
Em causa, a transição para os docentes do subsistema Politécnico.
Em causa, a estabilidade pessoal e profissional de milhares de docentes e, consequentemente, da qualidade do ensino e da investigação que se faz em Portugal.
Para quem não sabe, são duas as carreiras do nosso ensino superior: a universitária e a politécnica, regidas pelos respectivos estatutos, a saber o ECDU e o ECPDESP.
Na Universidade, o Assistente tem o prazo do seu contrato (seis anos) - prorrogável por um biénio - para obter o doutoramento. Depois, ingressa automaticamente na carreira, integrando os quadros como Professor Auxiliar.
No Politécnico, o Assistente tem o prazo de seis anos (que equivale ao tempo do seu contrato - três anos - mais a renovação a quem tem direito) para terminar o mestrado. Depois, se houver abertura de concurso documental, a que se podem opor todos os que correspondem mais ou menos ao perfil do edital, e se, tendo a papelada toda direitinha, for admitido, tem a hipótese de ser seleccionado, aceder à categoria de Professor-Adjunto e, assim, uf!, integrar os quadros.
Caso contrário, o Assistente ou vai para o olho da rua, com um muito recentemente conquistado direito subsídio de desemprego, ou passa a Equiparado a qualquer coisa (ou a Assistente ou, em tempo de vacas meio-gordas, a Adjunto).
Os Equiparados são os metecos especialmente contratados que entram, sem entrar, no sistema por convite e não por concurso. E assim se vão mantendo, indefinidamente, enquanto aprouver aos que decidem.
No subsistema politécnico, os Equiparados têm contratos anuais, renováveis por períodos bienais.
No subsistema universitário, os Convidados (nome bem mais pomposo) têm contratos quinquenais, podendo ser reconduzidos por períodos de igual duração.
No subsistema politécnico, os docentes, que têm de dar provas de investigação, têm uma carga lectiva entre nove e doze horas semanais.
No subsistema universitário, os docentes, que têm de dar provas de investigação, têm um carga lectiva entre seis e nove horas semanais.
Regime salarial...
É um descubra as diferenças que nunca mais pára...



Com a revisão dos estatutos, as negociações deixaram muito a desejar.
Para o SNESup não houve acordo possível.
Para muitos docentes do politécnico também.
A 16 de Junho, 900 docentes manifestaram o seu desagrado à porta das suas intituições, no momento em que Mariano Gago reunia na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República.

A greve às avaliações começou a 7 de Julho [a verde, porque rectificado].

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Protesto

crezus
conituo ãi stado de xoqe indinagada adortoada e ãi céria asafia
dudo por cauza de ôje cer sedunga faira
o mal-danado o malçoado o maldonado ... isto

Os homens querem-se inteiros, completos, inviolados
com a aspereza de dois dias no rosto
com tufos de cócegas a espreitar p'lo colarinho desabotoado
com vestígios de testosterona

Os homens querem-se com pêlos

Ninfa azul (II)

Atira-me o céu imenso com o olhar. Chama-me. Indaga-me do atrevimento com que a navego.
Vive nas suas palavras a pronúncia das terras onde se sabe o que é guaru, jundiá, tatu, jurumim, gurundi, urupema, tipóia, moqueca, mingau, iracema, guri, xará, araíba.
Desculpo-me. Que é inevitável. Que é muito bela.
Inclina a cabeça para trás e solta uma gargalhada translúcida.
Que também eu sou bela e do sorriso e dos olhos e da voz e da simpatia e da gentileza.
Que seria até capaz de se apaixonar por mim.
Sorrio. Que não destroçasse o seu coração.
Ensaia um beicinho mimoso e surpeende-me:
- Nossa, garota!… Qui péééná!! Você tem todo o jeitchinho dji léisbicá, viu?!

(muito bem… alguém me faz o favor, urgente!, de me explicar o que é “jeitinho de lésbica”?)

Ninfa azul (I)

Chega com o crepúsculo e uma gaivota no horizonte. E nessa pontualidade mantém o ritual do martini que se demora tanto quanto os olhos plantados no mar. No silêncio em que se aquieta mora um requinte longínquo e salgado - aquele de que nos fala o eco dos búzios encostados ao ouvido. Tem uns cabelos de alga que se espraiam nas clavículas salientes e o riso níveo da onda que se desfaz. Pulsa-lhe a vida na veia que palpita sob a delicadeza dourada onde se esquecem, aqui e ali, alguns grãos de areia fina.
Sento as coxas gordas no degrau ensolarado, finco os cotovelos ásperos nos joelhos assimétricos, apoio o sorriso salobre nas mãos papudas que tresandam a alho e a detergente.
... e num recanto oblíquo, com aquela inveja saloia repleta de minudências, aquela inveja miudinha de serrilhas esquartejantes, aquela inveja fermentada que vai inchando como um balão azedo, navego os olhos naquela poesia vestida de ninfa azul...
Mortifico-me aos bocadinhos.

(Odeio o Verão)

Tobias 2009





















(Ofereço um cafezinho com aroma de sorriso a quem souber a palavra-passe: Rabiscos e Garatujas)

domingo, 12 de julho de 2009

Fodam-se mesmo!


(Fuck You. Lily Allen. 2009 )

aqui tinha colocado uma versão semelhante.
Este tipo de vídeo alimenta-me a vontade de sair ao mundo
e
abraçar as pessoas.


(Alguém me consegue o contacto do mocinho do barrete encarnado? É tão jeitosinho...)

Frigidez (III)

Toma-me a mão e assegura-me da sua tolerância e de como os não devemos discriminar.
Entusiasmo-me, que exacto!; que, assim que a sociedade se libertar dos preconceitos, haverá uma igualdade efectiva; que um dia também eles poderão casar e adoptar e; que repare que a abertura da sociedade aboliu o racismo e que deu uma alma aos negros e aos índios e aos restantes selvagens...
Afaga-me a mão e monocordicamente adianta que não tem nada a ver, pois que têm é de ser compreendidos, ajudados. Que têm de conseguir lutar contra essas tendências, reprimi-las casando e tendo filhos, canalizá-las às artes, ao trabalho... ou indo ao psiquiatra. Que coitados...

Silencio.
Levanto-me, abrupta, do banco enevoado daquele jardim cinzento e, frenética, esfrego a sarna da mão no primeiro chafariz em que tropeço.
Sou preconceituosa.

Liaisons Dangereuses

- ... blá blá blá blá e é aqui que entra a história de um homem que era homossexual e seropositivo que blá blá blá ...
Redobro a atenção, oiço-lhe as sílabas do olhar.
Comovente a história desse homem que, doente, bebe os segundos dos dias e vê brilho no pó que lhe adentra pela janela.
Findado o discurso abre-se o espaço para o debate.
Estico o braço, a mão, o dedo, a alma. Dão-me voz.
- Não compreendi a relação entre a doença e a orientação sexual desse homem.
- Não compreendo a sua intervenção.
- Não compreendi e não compreendo que não compreenda...

Eu tenho dois amores...



... que em muito são iguais...

sábado, 11 de julho de 2009

Isto sim, é Ironia

(foto de © Schotz Photography encontrada aqui)

Acredite o Maldonado no que quiser mas...
... o meu olhar diz-me que a rapariga ostenta uma púbis ficcionada.
A simulação para efeitos estéticos da existência do que se eliminou para efeitos estéticos.
Uma pintura sobre a dita depilada.
A condizer com mamilos, lábios e cabelo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sem tirar nem pôr

(Maria Schneider por Anton Kresich)

Exuberante, farta e generosa a púbis de Maria Schneider, a actriz d' O Último Tango em Paris.

Escrava da moda, muita gente actual subjuga-se às malfadadas ideias brasileiras. Eles e elas.
Já não me bastam as estrias, a flacidez e a celulite: agora também a trabalheira de averiguar se me aprovam o penteado clássico antes de me desnudar.
Recuso-me a mexer nas sobrancelhas e em lugares outros a que se reclama uma pureza original.
Recuso-me a afagar um peito liso. Recuso-me a abocanhar o que me faz lembrar os meus dois filhos.
Não gosto de modas. Nem curto aventuras à Peter Pan.
É que há coisas que são eternas e que se exigem nos devidos lugares.

(O Marco apoia o regresso da pintelheira. Eu também.)

Tango

Foi o Maldonado quem me aguçou o apetite. Também com a cena da manteiga, mas sobretudo com esta sua leitura.

O filme seduziu-me de imediato pela fotografia com tons de antique. Na verdade, a imagem em O Último Tango em Paris é cuidadosamente pensada e explorada ao mais ínfimo pormenor. A câmara lenta dialoga com a arte estática, reconfigurando-se com as especificidades da fotografia, recriando-se com quadros inegavelmente impressionistas.
A estilização do espaço (seja ele físico, seja ele psicológico), num admirável equilíbrio de contrastes entre sombra e luminosidade intensificado pela sonoridade jazzística sóbria e discreta e pelo cultivo do silêncio, sobrepõe a descrição à narração, a sugestão à exposição, intensificando a complexidade da dimensão humana que ressalta do argumento.
Partindo da ideia do absurdo da condição humana sujeita aos ditames da efemeridade e da finitude, o filme mergulha num niilismo inicial concretizado numa interacção onde o anonimato a configura como puramente corpórea e sexual para se render, por fim, à evidência da eterna demanda do Amor, ainda que inconsciente. Acompanha esse movimento o paulatino crescimento das personagens na gradual mudança de olhar com que cada uma perspectiva a relação em que mergulhou.
Tom, o noivo que vasculha, com interesses declaradamente exteriores, os espaços e as memórias da mulher que pretende desposar, antagoniza-se com Paul que nela, buscando apenas o prazer imediato, encontra o âmago até então negado a Tom.
Paul, estilhaçado pelas memórias que a mulher defunta lhe legou, teima em renunciar a criação de novas memórias que Jeanne, viva, timidamente insiste em lhe proporcionar.
Jeanne, rebelando-se com as convenções sociais, esvazia-se das emoções iniciais, assumindo, in extremis, a filosofia do anonimato.
Subvertem-se, no fim, as essências de vida e de morte: ainda que morrendo, Paul atinge a redenção; Jeanne, porque vazia, torna-se numa morta ambulante.
O Último Tango em Paris retrata o drama do interior, metaforizado pelos espaços físicos fechados que, vazios, permitem um novo começo onde cabem os afectos ou o caminho para a insulação e, consequentemente, para o fim. Apresenta a procura do Eu cuja completude reside, paradoxal e absurdamente, no outro. Sugere que a identidade se concretiza na alteridade e na existência de um nome que se impõe para que metaforicamente se apresente e oferte a individualidade. O nome, como significante, configura-nos como significado e abre-nos as portas para além do corpo, a caminho da afectividade.

O Último Tango em Paris
1972
Um filme de Bernardo Bertolucci com Marlon Brando e Maria Schneider
Fotografia de Vittorio Storaro
Música de Gato Barbieri

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Diana

(Gosto de ser titi)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Hotel Rwanda

Blood Diamond fez-me recuperar o filme Hotel Rwanda que vi com os gaiatos do 9º ano.
Era suposto verem como jogos de interesse e poder apartam duas etnias que apenas se diferenciam pelos documentos; como a tensão, o descontrolo, o branqueamento, a avidez, a ignorância e o incitamento podem originar um genocídio; como parte do ocidente, do alto da sua magnânima e cómoda superioridade, resgata os seus cidadãos e dali lava as suas mãos; como a outra parte lamenta , entre um par de garfadas e uma tacada de golfe, o sofrimento alheio; como um só homem pode marcar a diferença e, abdicando de si e da sua família, pugnar pela sobrevivência de um povo e mobilizar o mundo inteiro.
Era suposto compreenderem os conceitos de heroísmo, verticalidade, carisma, persistência, coragem e compaixão.
Era suposto perceberem que o mundo é feito por cada um de nós e que resulta de uma clara opção entre o conhecimento e a ignorância, entre o comodismo e o inconformismo, entre a imposição e o respeito, entre o egoísmo e o Amor.
Excelente banda sonora. Don Cheadle numa representação muito convincente.

Hotel Rwanda
2004
Um filme de Terry George
com Don Cheadle, Sophie Okonedo e Nick Nolte.



... bocejaram. Que haviam preferido o Crepúsculo, história de vampiróides, divulgado pela Associação de Estudantes...

Blood Diamond

É a história de Solomon, africano e negro, cuja vida muda radicalmente de um dia para o outro. A guerra desmembra a sua família, coloca-o nos trabalhos forçados nos campos de diamante, transforma-lhe o filho numa criança-soldado, mostra o quão repugnante o ser humano consegue ser. Recuperar o diamante equivale a recuperar a família, a vida.
É a história de Archer, africano e branco, que vive do tráfico de armas e diamantes, insensível ao choro e ao ranger de dentes, ao sangue, à dor, às pessoas e às vidas que não têm um rosto nesse comércio. Dinheiro, frieza, adrenalina. Na viagem de busca ao diamante enceta uma viagem às profundezas de si mesmo, às memórias reprimidas, à descoberta da empatia e da solidariedade, à redescoberta de valores e daquilo que um Homem é.
É a história de dois homens cujas histórias se cruzam, se interseccionam, se contaminam e se tornam numa história só, a partir de um diamante de sangue, um diamante-metáfora, raro e enorme. De sangue porque rosado, avermelhado como o solo daquela terra. De sangue porque cobrador de vidas.
É a história de um povo, de um espaço, de um tempo. É a história da Humanidade. Serra Leoa, anos 90, é metonímia do mundo inteiro.
Ambição, poder, corrupção, violência, exploração, subjugação, revolta, dor, ódio, desespero. Mas, também, a possibilidade de cada um de nós poder fazer a diferença.






Blood Diamond
2006
Um filme de Edward Zwick com Leonardo DiCaprio, Djimon Hounsou e Jennifer Connelly nos principais papéis e com a fotografia do português
Eduardo Serra.


(Vi-o na RTP1, a convite de Dom Maldonado)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Avaliação (II)

Esperavam-me ao portão da escola, riam-se das minhas azelhices de estacionamento, abriam a porta do carro para que eu saisse, levavam-me a pasta, davam-me o braço e, feitos trolhas, assobiavam-me no pátio, faziam-me corar no bar.
Liam, escutavam, sublinhavam, escreviam, debatiam, bocejavam.
Vou ter saudades destes meus rapazes...

É das melhores professoras com que apanhamos em relação aos conhecimentos, capacidade de explicar e em relação aos alunos

Tenho vindo a notar bons conhecimentos de Vossa Excelência. Nunca deixou uma dúvida minha passar em branco, o que revela uma forte personalidade e objectividade na capacidade de explicar a matéria. Devido a este fenómeno, os meus conhecimentos têm vindo a ser aprofundados a uma velocidade imparável.

As nossas aulas de Português são do melhor que há. Nas aulas fazemos trabalhos de grupo com os quais aprendemos a trabalhar em equipa. A professora também ajuda à festa, principlamente quando ensina verbos como o verbo “pichar” ou quando está concentrada em alguma coisa e se põe a mexer a sobrancelha sem pensar e fica toda vermelha com os nossos piropos. Mas também não levamos as aulas a pensar no verbo “pichar” ou na sobrancelha ou nos piropos: quando é para trabalhar é mesmo para trabalhar e a professora impõe respeito quando é a sério.

A professora é uma pessoa muito culta até porque nos mostra verbos muito giros tais como “pichar”.

Sempre que me ocorrem dúvidas e as exponho a Professora explica-as todas muito claramente.

A nível de relação com os alunos a professora é muito sociável e uma boa amiga que sabe ouvir e que nos dá muita atenção na sala de aula mas também fora da escola.

A professora é muito atenciosa: sempre que perdi o autocarro a professora levou-me a casa em direcção oposta à sua cidade.

A professora gosta muito de nós. Por muito que ela queira estar mesmo mas mesmo chateada connosco não consegue e começa-se a rir connosco, de nós e até dela mesma.

As aulas têm sido muito giras, a matéria é dada de forma acessível, as aulas não são uma seca e a professora puxa muito pela nossa cultura geral.

Há muita cumplicidade entre nós e a professora que tem uma paciência de santa para esclarecer todas as nossas dúvidas.

Eu gosto da minha professora de português porque sabe sempre reconhecer os seus erros, pede se faz favor e diz sempre obrigada e está sempre a sorrir.

Acho piada aos testes da professora porque têm sempre uma ou duas questões colocadas de propósito para nos fazer rir.

A professora está sempre a introduzir gracejos e brinca muito connosco, o que torna as aulas interessantes e a matéria menos secante.

A professora tem muitos conhecimentos, compreende as nossas dúvidas e esforça-se por explicá-las de maneiras diferentes, tirando tudo a limpo.

As actividades que a professora propõe nas aulas são para mim excelentes desafios que me entusiasmam imenso.

As aulas são divertidas e a matéria é exposta com muita clareza.

Gosto do método utilizado: a professora deixa-nos à vontade.

A professora não desce ao nosso nível: puxa-nos para o nível dela e trata-nos como se tivessemos a idade dela. Gosto quando ela nos chama de "Excelentíssimos" e me trata por "Senhor Silva".

As aulas têm muito rentabilidade e não são daquelas em que o aluno fica desejoso de ouvir o toque de saída.

É uma professora é muito boa pessoa e devia de ter mais autoestima e deixar de pensar que não tem qualidades como mulher porque é muito gira, bonita, elegante, sensual, alegre, simpática, meiga, culta, inteligente e com uma enorme paciência para com todos nós. Portanto tem tudo para ser feliz.

Nota-se que é uma professora com experiência mas muito fixe. Para além de ser uma boa professora é uma grande amiga.

A professora anda sempre em cima com aquela maldita grelha e sempre a fazer riscos do mau comportamento o que é mau porque assim dá-nos notas negativas e às vezes manda uns berros insuportáveis. A sua sorte é que eu gosto de si.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Avaliação (I)

Momento de reflexão final: aspectos positivos e aspectos a melhorar - eu como aluno(a), as aulas de Língua Portuguesa, a professora.
Esqueço os preceitos linguísticos. Os gaiatos do 9º ano deixaram-me babadinha:

Estas aulas são alegres, a matéria é dada de uma maneira alegre e os trabalhos são sempre diferentes e nada secantes.

Em relação à storinha, axo que é uma boa pessoa com uma grande capacidade de compreender os alunos pois todos pensamos de maneiras diferentes mas mesmo assim ela entende-nos a todos.

A professora tem uma relação bastante alegre com os alunos mas sabe manter a distância e controlar qualquer situação.

A Sôrinha é uma mulher que apesar de aparentar um ar frágil é bastante forte em relação à sua personalidade e tem ideias firmes mas flexíveis.

A nível das aulas, a professora consegue torná-las interessantes e diversificadas, o que é essencial pois cativa muito mais os alunos e aumenta a sua produtividade.

A Prof. dá-nos muitas actividades e variadas. Eu gosto das aulas e da Prof. mas não gosto da matéria. Aquele texto do Gil Vicente é 1 seca, tem letras muito pequenas e não vejo nenhuma utilidade naquilo.

As aulas são boas e descontraídas, mas a storinha é muito exigente e manda fazer muitos trabalhos. Nem nos deixa parar para respirar!

Acho que a prof quer ajudar a melhorar a nossa escrita e por isso é que nos põe a escrever tanto, até doer os calos dos dedos.

A stora é mto simpática e tem uma excelente relação com os alunos, leva mta coisa na brincadeira e desdramatiza certas cenas mas qd chega a hora de trabalhar nós trabalhamos no duro.

Já deu para perceber que a stora gosta de variar e cada aula é uma surpresa e nada monótona.

A minha professora parece ser ainda mais jovem do que é, qd vem de t-shirt e ganga e almoça connosco no refeitório até passa por nossa colega

A sôrinha tem uma imaginação mto fértil e sua relação com os alunos é excelente, talvez por ela ser mto jovem, ser sorridente, estar sempre bem disposta e brincar connosco.

A stora é muito culta e tem um sentido de humor muito refinado e não é nada anti-social.

Quanto à dinâmica das aulas, não parámos e é assim que eu gosto, nem dá tempo para adormecer.

Quanto a si fascinou-me logo por ser muito atenta e preocupada: nota logo qd a gente vem mais triste para a aula e pára a matéria para nos pôr a falar dos nossos problemas e tenta levantar o nosso ânimo.

As actividades foram engraçadas e nada secantes, com exposições orais e laboratório de escrita. A professora Denise consegue que as aulas tenham uma dinâmica boa e cativante.

Quanto à professora é uma grande professora de língua portuguesa. Tem conhecimentos elevadíssimos e é de um excelente relacionamento.

As aulas são divertidas e ao mesmo tempo produtivas. A professora é espectacular. Comecei a embirrar com ela, mas ela soube lidar com isso e já vi que afinal ela é mto justa e igual para todos e agora até acho piada quando ela finge que me escolhe para embirrar comigo.

A prof é excelente e mto simpática, tá sempre a rir até dos nossos disparates e assim a gente n tem coragem de fazer mais maldades

Além de divertida a Stora é competente. Isso vê-se na aprendizagem e no ambiente de sala de aula

A sôrinha é meiga e tem uma coisa boa: sabe perdoar.

A stora é mto querida e tem uma afinidade mto fixe com a gente. Tb motiva o pessoal com as suas gargalhadas!

Em cada aula aprendi pelo menos uma palavra nova que fui anotando. A professora fala difícil e vê-se que é de propósito para nos ensinar vocabulário.

A minha professora é super agradável, divertida e acima de tudo mto simpática e humana. Acho engraçadas as atitudes dela que nos motivam a fazer os trabalhos na sala de aula e não só. Nas aulas conseguimos trabalhar e brincar e às vezes até dá para esquecer as minhas preocupações.

Nestas aulas aprende-se muita coisa para além da matéria: a socializar, a respeitar, a conciliar brincadeira e trabalho e outras coisas.

A prof deixa-nos muito à vontade e assim perdemos a vergonha de errarmos.

A professora vê-se que vem muito motivada para as aulas e vê-se que quando alguém desanima também fica uma beca murcha e mesmo que disfarce vê-se que está preocupada a atenta.

A stora ensina fixe, está sempre a rir e na brincadeira. Consegue controlar os alunos sem nunca nos mandar para a rua.

A sôrinha tem sensibilidade para perceber quando não estamos bem e tenta animar as aulas para nos distrair dos nossos problemas.

À 1ª dificuldade eu desisto logo, mas a stora ajuda muito, tem paciência e nunca desistiu de mim.