terça-feira, 18 de maio de 2010

Francisco, o meu amigo filósofo

Estive no Porto. A palavra Porto, como, aliás, cada palavra em si, nunca está isenta de uma impressão digital: movimenta-se no nosso imaginário em consonância com a experiência de vida de cada um de nós. No que a mim diz respeito, os locais redimensionam-se em função de leituras e de afectos. Foi pelas leituras que fui construindo o meu imaginário sobre a Invicta e, assim, o Porto era, para mim, o rosto dos liberais, de Garret, de Agustina ou de Helena Sá e Costa. No entanto, de há uns dois anos para cá, o meu Porto tem vindo a ser consolidado no campo dos afectos virtuais e, por antonomásia, hipérbole ou alegoria, passou a ser, também, sinónimo de Francisco Saraiva de Sousa.
Este meu amigo, autor e co-autor de blogue vários, tem desempenhado uma papel importantíssimo na divulgação do seu tão sui generis pensar Portugal e o Mundo. Para além das suas actividades de teor académico e social, o Francisco socorre-se da blogosfera para problematizar a sociedade actual e, por metonímia, a Humanidade. Um contributo exemplar e muito louvável na construção de um mundo melhor. Generoso, pela partilha espontânea e pela caixa de comentários dinâmica e sempre aberta para a dialéctica e o movimento filosofal. Delicioso, graças às intrusões constantes que translucidam a voz de quem escreve e que dão um toque muito pessoal a cada um dos textos. Ímpar, pela paixão com que pinta a sua cidade.
Portanto, ir ao Porto sem ao menos tentar a possibilidade de um encontro real com o Francisco seria um sacrilégio imperdoável. Hesitei, porém. Pelo receio de o frustrar com a minha limitação intelectual. Pelo receio de nos frustrar com a incapacidade de um diálogo sem teclas de permeio. Mas, porque gosto mesmo do Francisco e porque no seu cantinho acabámos por criar um grupo de amigos que me é particularmente querido - primeiro a Else, o Fernando Dias e o Manuel Rocha, depois juntou-se o Maldonado -, e com algum incentivo destes dois últimos, arrisquei e lancei o convite.
Senti alguma renitência da parte do Francisco. Calculei que pelos mesmos motivos que os meus. Por isso, insisti muito levemente, para o deixar confortável com qualquer decisão que tomasse. Fiquei muito contente quando se decidiu a telefonar e a combinar um encontro num café próximo do local onde desenvolvia as minhas actividades.
O Francisco deixou-me logo muito à vontade e conversámos muito bem sobre os mais diversos assuntos e, um pouquinho também, sobre os nossos amigos virtuais. Atrevi-me a perguntar-lhe sobre a sua vida social e confidenciei-lhe a imagem que dele havia construído.
Foi muito bom tê-lo conhecido pessoalmente, porque essa imagem ficou enormemente engrandecida, graças à componente humana, muito humana, que senti no Francisco. Para além de culto e inteligente, o Francisco é um homem calmo, delicado, atencioso, simpático, sorridente. Enquanto conversa está presente e olha-nos nos olhos. Confessou a sua quase-dependência do computador e a sua aversão pelas gentes que preterem o diálogo em presença, em nome do culto ao telemóvel. Por pensar da mesma forma, rejeitei duas chamadas inoportunas num acto em que o senti vacilar. Falei-lhe de como lhe admiro a produtividade e do quão gosto das suas caixas de comentários. Contextualizou-me algumas das suas intervenções. Em vão tentou acender um cigarro enquanto conversámos, mas as minhas boas energias enguiçaram-lhe o isqueiro.
Gostei do bocadinho com que privei com este meu amigo e sei que ele também gostou. Declara-o publicamente neste texto muito simpático, onde também reitera programaticamente o seu compromisso com o Mundo e a Humanidade.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Invicta

Ora adivinhem por onde ando...




Bibó Porto, carago!


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Do 4º jantar de bloguistas e simpatizantes (ou o post dos links)


(Da mão do Paulo)



(E da do Pinguim)


Eu estive lá e gostei.
Um jantar volante propiciou o convívio. Também o facto de termos tido o restaurante só para nós. Organização do Pinguim e dos rapazes do Felizes Juntos.
Talvez porque ande maluca de todo ou porque o pessoal esteja muito in love e mais resguardado ou porque cada coisa tenha o seu tempo e eu me tenha deixado de ser de tempos, achei que o pessoal andava um tanto ó quê reservado, quasi-mortiço e, enfim, não houve pé de dança para ninguém.
Conversa muito boa outdoors e, muito embora tivesse sido alertada para o pouco êxito em campo, a verdade é que havia rapazinhos interessantes sim senhora aqui e acolá e além também.
Divertido, o Ângelo. Singularíssimo, o Hydra. Sorriso bonito, o menino do Comyxtura. Entusiasmada, a Teresa. Uma lufada, o Ophiuchus. Sentiu-se a falta da malta do Oeste, Mr. Rocky Balbino e menino Francisco. Lamentou-se a ausência da Condessa do Credo e Jardins Anexos. Fez-se figas para que Dom Maldonado conseguisse fintar compromissos e fazer uma surpresa de última hora. Uma pinta, o Pinguim. O mesmo charme de sempre, o nosso Zé. Lindo sempre lindo, o meu Paulo do Zé.
Apresentação aprimorada com projecção de um post por blogue e respectiva imagem de apresentação. Para o RG escolheu-se este texto. E, depois, a selecção com que cada um de nós animou a festa.
Eram muitos os quilómetros que me distanciavam dos que, ao acordar, me iriam procurar para o beijo do Dia da Mãe. Meti-me à estrada com os Queen e cheguei a tempo de levar o benjamim ao hospital por causa de umas parvas de umas hemorragias nasais que só pararam com fogo na veia.
Noite boazinha e, para o ano, quero mais. O Maldonado já me prometeu um pas de deux.

As minhas selecções:




(The Real Soul Bossa Nova, pelos Swingle Singers)





(La Linea, de Osvaldo Cavandoli)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Big Bro... Mother

Aproxima-se e entrega-mo com um sorriso tão grande enorme quão o abraço com que me envolveu.
Eu: Gosto das cores. Gosto do traço. Mas não o entendo muito bem.
Ele: É um desenho abstracto.
Eu: Explicas-mo?
Ele: É o olho da mamã que vê tuuuuuddddooo!
Eu: E dentro do olho? Quem é? Tu?
Ele: Não. És tu, mamã, a comandar o olho que vê tudo. Tuuuuuddddoooo.
Eu: Acho que tenho mais cabelo que....
Ele: É um desenho abstracto, mamã.

Domingo. Dia da Mãe.





sábado, 1 de maio de 2010

1 de Maio



Dia de S. José Operário, o carpinteiro

(Gosto do cheiro da madeira)